sábado, 24 de janeiro de 2009

IROKO























Iroko é um vodun pouco cultuado no Brasil; Seus filhos também são raros.
Iroko vive na mais suntuosa átinsá que há numa roça de candomblé' e também nas matas.
Representa a ancestralidade, nossos antepassados, pais, avós, bisavós, tataravôs. Representa também o seio da natureza, morada dos voduns...
Desrespeitar iroko, (grande e suntuoso átinsá ) é desrespeitar sua dinastia, seus avós, seu sangue...
Iroko representa a história do ylé, assim como, de seu povo...
Protegendo sempre o mesmo das tempestades.
Iroko protege muito seus filhos...

DARAZAN

QUEM PROMETE A IROCO DEVE CUMPRIR.

Havia uma vendedora de obis e orobôs que todos os dias, ao ir para o
mercado, passava por um grande pé de iroko e lhe deixava uma oferenda, pedindo que ajudasse a engravidar, assim mais tarde, teria alguém para ajudá-la com a mercadoria que carregava na cabeça num pesado balaio e, também companhia na velhice.
Prometia a Iroko um bode, galos, obis, orobos e uma série de oferendas da predileção do vodun da Atinsá.
A mulher concebeu e deu a luz a uma filha, esquecendo-se da promessa no mesmo instante. Ao ir para o mercado, escolhia outro caminho, esquivando-se de passar perto de Iroko, com medo que o vodun cobrasse a promessa.
A menina cresceu, forte e sadia e, um dia a mulher teve necessidade de
passar, com a filha, perto de Iroko.
Não tinha outro jeito se não por ali. Saudou a atinsá, sem se deter, e
seguiu seu caminho, com o balaio na cabeça.
A criança parou junto a quem lhe tinha dado a vida (sem de nada saber), achando Iroko belo e majestoso.
Apanhou uma folha caída no chão e não se deu conta que a mãe seguia em frente, andando mais depressa que de costume, quase correndo. Quando a mulher percebeu que tinha caminhado ligeiro demais, já estava muito afastada da menina.
Olhando para trás. Viu a atinsá bailando com a criança e falando da promessa abandonada. As enormes raízes abriram um buraco na terra, suficientemente grande para tragar a menina, propriedade do vodun.
"Quem prometer, que cumpra".



Arquétipos:



Eloqüentes, ciumentos, camaradas, inteligentes, competentes, teimosos, turrões e generosos. Gostam de diversão: dançar e cozinhar; comer e beber bem.
Se apaixona com facilidade, assim como gostam de liderar.
Dotados de senso de justiça, são amigos queridos e inimigos terríveis. Porem se reconciliam facilmente. Não conseguem guardar segredos.

















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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Okó



























darazan





Obatalá tinha grandes plantações de inhame .
O inhame era fruto sagrado tinha poderes mágicos.
A noite o inhame falava como gente , e também podia fazer com que homens e mulheres falassem durante o sono , revelando suas intimidades .
Obatalá precisava de alguém que cultivasse e supervisionasse o cultivo do inhame pois naquele tempo o inhame dava em cima da terra como arvore e falava com todo mundo e Obatala não se agradava disso pois ninguém podia saber o que o inhame contava e depois Obatalá tinha que dar o chá do esquecimento para as pessoas que cultivavam o inhame ele precisava de uma pessoa discreta e séria e fosse uma pessoa casto e Obatalá pensou num rapaz com nome de Okó .
Okó era um rapaz que já tivera conhecido o prazer e tudo aquilo que faz um homem se perder e tomou a decisão de não mais usufruir dos prazeres da carne , ou seja sexo , bebida e ele quase não falava então Obatalá pediu a ele que cuidasse do inhame e que não revelasse nada do que o inhame dissesse .
Foi aí que o vodun Okó passou a fazer o plantio do inhame diferente e a partir daí o inhame passou a dar por baixo da terra pois ninguém jamais iria saber o que o inhame falara , só Obatalá teria o poder de conversar com inhame e o vodun Okó , mais ninguém.
Aí Obatalá ficou feliz com a tarefa comprida por Okó e deu a ele todo o domínio da agricultura hoje o Vodun Okó é o padroeiro da agricultura.

OTIN































DARAZAN


Otin era um rapaz cheio de segredos .
Misterioso e arredio , vivia escondido no palácio , não tinha amigos nem amores .
Nem mesmo uma ocupação .
Ninguém no palácio deixava Otin em paz , convidando-o para festas obrigando a conhecer gente que nem lhe interessava .
Um dia Otin montou em seu cavalo e fugiu .
Deixou para traz tudo que era seu e embrenhou-se na mata que cercava a cidade .
Pensando que ali poderia , finalmente viver solitário , como era seu desejo.
Mas Otin fora um filho mimado e nunca tinha tido que trabalhar para viver logo descobriu que estava sozinho , sim como sempre desejara estar , mas tinha fome e não sabia o que fazer Otin estava cansado e faminto e com muita sede .
Deitou-se junto a um tronco e sonhou .
Sonhou que lhe mandaram fazer um ebó ele teria que oferecer suas roupas e sua faca pois era só o que ele tinha .
Quando Otin acordou lembrou-se do sonho tirou a roupa e colocou a faca em cima em um arbusto foi aí , que Otin avistou um riacho ele bebeu água e se banhou quando saiu do riacho ele percebeu que estava nu e tudo que ele se envergonhava agora estava a mostra e ele não se envergonhara mais pois Otin era infeliz e solitário porque ele era homem e tinha o corpo de uma donzela foi neste momento que surgiu da mata o caçador .
Era um homem lindo com seu ofá carregando preás recém caçados era Otolú .
Otolú tomou a faca do ebó e com ela abriu os animais e com a pele dos bichos cobriu Otin e nunca lhe perguntou nada o novo habitante da floresta passou a acompanhar o caçador e com ele aprendeu a caçar.
Otolú não riu de Otin não lhe fez pergunta alguma apenas o ajudou .
Hoje Otin é um grande caçador e partiu em busca de seus próprio caminho mas só Otolú conhece seus segredos e hoje Otin é feliz.

YÁ MÝ OSHORONGÁ


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DARAZAN


As YÁ MÝ OSHORONGÁ são as nossas mães primeiras raízes primordiais da estirpe humana , são feiticeiras , são velhas mães feiticeiras as nossas mães ancestrais.
As Yá Mý são o principio de tudo do bem e do mal .
São vida e morte ao mesmo tempo , são feiticeiras são as temidas AJÉS , quer dizer : mulheres impiedosas.
As shorongá já viveram tudo que se tem pra viver!
As yá mý conhece as formulas de manipulação da vida para o bem e para o mal.No começo e no fim.
Não se escapa ileso do ódio de yá mý oshorongá , o poder de seu feitiço é grande e terrível.
Tão destruidor quanto é construtor , a força poderosa do seu asé.
Um dia as yá mý vieram para terra , e foram morar nas arvores .
As yá fizeram sua primeira moradia na arvore de orobô se as feiticeiras estiverem na arvore de orobô e pensam em alguém , esta alguém terá felicidade , será justo e vivera muitos anos na terra.
As yá fizeram sua segunda morada na copa da arvore chamada Araticuna-da-areia .
Se elas estão na copa desta arvore e pensa em alguém tudo aquilo de que a pessoa gosta será destruído.
As yá fizeram sua terceira morada nos galhos do Baobá e pensa em alguém tudo que é de agrado desta pessoa será conferido.
As yá fizeram sua quarta parada no pé de Iroko a gameleira branca , e se elas estão no pé de Iroko e pensa em alguém esta pessoa sofrerá um acidente e não terá como escapar.
As yá fizeram sua quinta parada no pé de A paoká e se ela esta no pé de apaoká e pensa em alguém rapidamente esta pessoa será morta.
As yá fizeram sua sexta parada no pé de cajazeira e se ela esta no pé de cajazeira pensa em alguém tudo que ela quiser poderá fazer , pode trazer a felicidade ou a infelicidade.
As yá fizeram sua sétima parada no pé de figueira e se ela estiver no pede figueira e alguém lhe suplica o perdão essa pessoa será perdoada por elas .
Mas todas as coisas que as yá quiserem fazer se elas estiverem na copa da cajazeira elas o farão , porque na cajazeira é onde as yá conseguem seu poder , lá é sua principal casa, onde adquirem seu grande poder.
Podem mesmo ir rapidamente ao alem , se quiserem , quando estão nos galhos da cajazeira porque é dessa arvore que vem o poder delas e não é qualquer pessoa que pode manter-se em cima da cajazeira.


DARAZAN 2


As yá vieram para terra eram 200 e uma cada qual tinha o seu pássaro .
Eram as mulheres pássaros , donas do EIÉ , eram as mulheres ELEIÉ .
Quando chegaram foram direto para cidade de Ota e os sacerdotes mandaram preparar um cabaça para cada uma .
Elas escolheram sua Yalode [sacerdotisa] .
Foi a sacerdotisa que deu a cada eleié uma cabaça para guardar seu pássaro então cada yá mý partiu para sua casa com seu pássaro fechado na cabaça , e lá cada uma guardou secretamente sua cabaça até o momento de enviar o pássaro para sua missão quando elas abrem suas cabaças o pássaro vai , seja onde for , aos quatro cantos do mundo ele vai executar sua missão .
Se é para matar ele mata .
Se é para trazer o intestino de alguém , ele espreita a pessoa marcada para abrir seu ventre e colher seu intestino .
Se é para impedir uma gravidez ele retira o feto do ventre da mãe .
Ele faz o que lhe for ordenado e volta para sua cabaça .
O pássaro é capaz de carregar um chicote , carregar um cacete , tornar-se alma dum outro mundo , e até mesmo ter um aspecto de um vodun tudo para aterrorizar a pessoa a qual foi enviada.
Assim são as YÁ MÝ OSHORONGÁ.

Ekedi e seu ipo [A ARTE DE SER MÃE]




















AJOIÉ E EKEDI
A palavra "ajoié" é correspondente feminino de ogan pois, a palavra ekedi, ou ekejí, vem do dialeto ewe, falado pelos negros fons ou Jeje.

Portanto, o correspondente yorubá de ekedi é ajoié, onde a palavra ajoié significa "mãe que o orixá escolheu e confirmou".

Assim como os demais oloyés, uma ajoié tem o direito a uma cadeira no barracão. Deve ser sempre chamada de "mãe", por todos os componentes da casa de orixá, devendo-se trocar com ela pedidos de bençãos. Os comportamentos determinados para os ogans devem ser seguidos pelas ajoiés.

Em dias de festa, uma ajoié deverá vestir-se com seus trajes rituais, seus fios de contas, um ojá na cabeça e trazendo no ombro sua inseparável toalha, sua principal ferramenta de trabalho no barracão e também símbolo do óyé, ou cargo que ocupa.

A toalha de uma ajoié destina-se, entre outras coisas, a enxugar o rosto dos omo-orixás manifestados. Uma ajoié ainda é responsável pela arrumação e organização das roupas que vestirão os omo-orixás nos dias de festas, como também, pelos ojás que enfeitarão várias partes do barracão nestes dias.

Mas, a tarefa de uma ajoié não se restringe apenas a cuidar dos orixás, roupas e outras coisas. Uma ajoié também é porta-voz do orixá em terra. É ela que em muitas das vezes transmite ao Babalorixá ou Yalorixá o recado deixado pelo próprio orixá da casa.

existem na casa o cargo de YATENIN:é a primeira ekedi ;os olhos do sacerdote
SIDAGÃ:é a segunda ekedi ;é responsavel por vestir os voduns e cuidar de eleguá


DARAZAN


SURGE A PRIMEIRA EKEDJI


Olissá criou a d’angola , quando habitantes de uma aldeia estavam sendo assombrados por Ikú , que por ordem do grande rei pegaram uma galinha preta e pintaram com efun , e quando Ikú viu aquele animal estranho fugiu assustado e nunca mais voltou.
Aziri pegou então a d’angola que passou a ser um animal sagrado e fez dela seu primeiro Yao.
Até que um dia Aziri resolveu fazer em sua mucama e assim foi criado o primeiro vodunci que mais tarde se tornaria uma sacerdotiza.
Vendo que a noticia se espalhara depressa e que os outros voduns fariam o mesmo Aziri resolveu fazer uma reunião e consultou Orunmilá que convidou todos os voduns .
Chegando a reunião Orunmilá ordenou que cada vodun escolhesse ainda no ventre da mãe uma criança para que ela fosse o sacerdote do vodun e que não virasse com nada . Já que se na terra fariam vduncis e mais tarde seriam sacerdotes quem zelaria por eles , se todos virassem com vodun quem olharia pela casa de santo por tudo , quem zelaria por eles voduns quando viessem no ori dos vodunces.
Assim surgiu a primeira ekedji do ventre de uma mucama de Aziri.





O QUE MAIS TEMOS A DIZER ?



Ser Ekedji é ser amor...
É ser os olho do(a)
Zelador(a),
A cantiga, a palavra e a
Compreensão
Ser Ekédji é ter o coração
Preenchido de,
Infinito amor, respeito
E zelo..
É ver a criança nascer...
Fecundar, cuidar...
Sob os seus abraços...
Um laço de vida e
Esperança..
A força, a fé e a magia
De cada vodun
É ser abençoada por
Deus e escolhida para
Dar continuidade...
É ser o doce gesto, o
Eterno acalanto, a mão
Que orienta, e conduz...
Luz infinita no exercício
Impecável de ser..
Mãe...
Que o plano que reside
Acima de nós
Para sempre nos orientar,
Guiar e proteger,
Para que nossas atitudes
Dignifiquem cada
Gota de energia de
Cada filho que nos é
Entregue nos braços, e
Que seus abraços
Representem à mágica
Troca na expressão
Infinita
Do verbo “Amar” !!

Dialetos jeje

*esin = água
*atinçá = árvore
*agrusa = porco
*kpo = pote
*zó ou izó = fogo
*avun = cachorro
*nivu = bezerro
*bakuxé = parto de barro
*kuentó = kuentó
*yan = fio de contas
*vodun-se = filho do vodun ou iniciados da Nação Jeje
*yawo = filho do vodun ou iniciados da Nação Ketu
*muzenza = filho do vodun ou iniciados da Nação Angola
*tó = poço
*zandro = cerimônia Jeje
*sidagã = auxiliar da Dagã na Cerimônia a Legba
*zerrin = ritual fúnebre Jeje
*sarapocã = cerimônia feita 07(sete) dias antes da festa pública de apresentação do(a) iniciado(a) no Jeje
*sabaji = quarto sagrado onde fica os assentos dos Voduns
*runjebe = colar de contas usado após 07(sete) anos de iniciação
*runbono = primeiro filho iniciado na Casa Jeje
*rundeme = quarto onde fica os Voduns
*ronco = quarto sagrado de iniciação
*bejereçu = cerimônia de matança


Esta é uma homenagem a todos os povos Jejes.

Arró-bo-boí!

Ogans e seus IPO [cargo]






















Os cargos de Ogan na nação Jeje são assim classificados:


Pejigan SÓ PODE TER UM na casa Jeje. O mais sábio. Tem a função de cuidar do Peji, altar dos santos e zelar pelo assentamentos dos filhos da casa.

O segundo é o Runtó que é o tocador do atabaque Run, porque na verdade os atabaques Run, Runpi e Lé são Jeje.

Axogun - É um ogan de suma importância no Candomblé, é o responsável pela execução sacrificial dos animais votivos, é um especialista no que faz.